Areco cria modelo de sociedade baseado em entrega real e atitude de dono

A Areco, empresa de tecnologia e consultoria com ecossistema próprio de soluções de gestão empresarial, formalizou um modelo de Partnership que vincula crescimento à entrega concreta de resultados. A iniciativa abre a sociedade a profissionais dispostos a assumir responsabilidade direta pelo desempenho do negócio, participando da operação e, principalmente, das decisões e dos riscos da empresa.

Inspirado em modelos meritocráticos consolidados no mercado financeiro, como o do BTG Pactual nos anos 1980, o programa da Areco rompe com critérios tradicionais baseados exclusivamente em tempo de casa ou hierarquia. No novo formato, não há prazo mínimo para se tornar sócio, uma vez que uma mente brilhante pode ingressar na sociedade antes mesmo de ocupar um cargo gerencial.

Segundo Alvaro Chaves, CEO da Areco, a proposta é clara e intencionalmente provocativa, onde o objetivo é filtrar. Quem sente entusiasmo diante de responsabilidades, metas ambiciosas e cobrança por resultado pode encontrar no programa da empresa um ambiente de protagonismo real.

“O Partnership é uma consequência natural de quem constrói valor de verdade. Procuramos pessoas alinhadas à Areco, com atitude de dono, pensamento grande e disposição para assumir responsabilidades. Quando encontramos, abrimos a porta”, destaca o CEO.

O processo de entrada é rigoroso e estruturado. A avaliação considera histórico de impacto mensurável, desempenho 360°, capacidade de assumir riscos calculados, proatividade contínua e forte alinhamento cultural. Para garantir a solidez do modelo, a empresa adota mecanismo de vesting (permanência mínima para consolidação da participação societária) e financia a entrada de novos sócios, assegurando que o critério central seja o mérito — e não o capital disponível.

Hoje, a Areco conta com 12 sócios e uma governança colegiada, na qual os próprios sócios participam das decisões estratégicas e ajudam a avaliar novos ingressos. A estrutura combina a agilidade típica de empresas de tecnologia com a robustez de um modelo de governança profissional, reforçando o compromisso com continuidade e perenidade do negócio.

Histórias como as de Abyezer dos Santos e Rafael Garcia ilustram o modelo na prática: ambos ingressaram na empresa como estagiário e analista júnior, respectivamente, e atualmente integram o quadro societário.

“Ao tornar público o modelo de Partnership, buscamos atrair talentos com perfil empreendedor e sinalizar maturidade institucional ao mercado. Vemos além de um um programa interno e identificamos a iniciativa como uma ruptura cultural onde o protagonismo não é discurso”, conclui Chaves.

Notícia veiculada no Valor Econômico.