Carta sobre a Reforma Tributária

O TCU calculou a alíquota de referência da CBS em 11,3%. A Areco avalia o impacto nos preços e por que o controle fiscal precisa estar dentro da empresa.

Brasão da marca Areco.

Brasão da marca Areco.

Na quarta-feira (28), o TCU aprovou o cálculo da alíquota de referência da CBS em 11,3%. O número ainda vai ao Senado, que fixa a alíquota por resolução, mas já mostra o tamanho do que vem pela frente.


Precisamos falar com franqueza. A reforma foi apresentada como simplificação, e a transição está longe de ser simples. De 2027 a 2033, as empresas vão conviver com dois sistemas ao mesmo tempo: ICMS e ISS de um lado, IBS e CBS do outro. Somada ao IBS, a CBS deve colocar o Brasil entre os maiores IVAs do mundo. E os estados já defendem incluir IBS e CBS na base do ICMS, o que, na prática, é imposto sobre imposto.


Quem paga essa conta é o preço final. Carga alta, regras ainda em disputa e custo de conformidade maior levam as empresas a se proteger nos preços. Esse é um risco inflacionário real, e ele não vai esperar o fim da transição para aparecer.


Há uma coisa que nenhuma resolução muda: o que se transmite é diferente do que se controla. A alíquota vem de Brasília. Margem, crédito, cadastro de fornecedores, parametrização e preço continuam sendo decisões de dentro de casa. Maturidade fiscal é da empresa, não do Governo.


Por isso, o momento pede centralizar o controle: uma única base para simular cenários, acompanhar créditos e reagir rápido a cada nova regra. Quanto mais esse risco evolui, mais caro fica decidir com informação espalhada.


A Areco acompanha cada etapa da reforma e transforma a maturidade fiscal junto com o seu time. Seguimos ao lado de cada cliente nessa travessia e à disposição de quem quiser fazê-la com a gente.


Valinhos, 30 de outubro de 2026


Alvaro Chaves

CEO Areco