O novo mundo financeiro brasileiro

O Brasil consolidou um paradoxo bem conhecido pelos CFOs: necessidade de capital crescente, custo do dinheiro elevado e inadimplência.

O mundo financeiro no “novo” Brasil \ Areco

O mundo financeiro no “novo” Brasil \ Areco

Ao mesmo tempo, o estoque de crédito ampliado às empresas chegou a R$ 6,6 trilhões (56,1% do PIB), evidenciando um quadro de endividamento robusto, ainda que com inadimplência relativamente controlada nas PJ do crédito livre (2,9% em fevereiro; 3,1% em julho). No mundo real, o efeito combinado aparece na ponta: o Brasil registrou em março de 2025 7,3 milhões de CNPJs inadimplentes (32% das empresas).


É nesse cenário de crédito caro, risco disseminado e pressão por liquidez que a Tesouraria se torna estrutura. E quem conta com o VSat ERP tem — e terá — ainda mais vantagem competitiva.


O movimento de descentralização bancária do Banco Central — e por que isso importa


O Banco Central redesenhou o acesso a serviços financeiros com vetores que abriram portas para as empresas:


  • Open Finance, que padronizou dados, consentimento do cliente e trilhas para iniciar pagamentos e compartilhar informações, com novas formas de pagar, transferir e investir dentro de ecossistemas conectados;
  • ITP – Iniciador de Transação de Pagamento, que desde 2021, regulamentado no âmbito do Open Finance, possibilita iniciar pagamentos a partir de aplicativos terceiros;
  • Consolidação normativa (Res. CMN 5.050/2022), que disciplinou as Sociedades de Crédito Direto e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas, inclusive autorizando sua atuação como iniciadoras de pagamentos — ampliando a competição e o leque de financiamento conectado a plataformas empresariais;
  • Duplicata escritural (Lei 13.775/2018), que viabilizou a emissão e a circulação eletrônicas do título. A estrutura de registradoras, com convenções operacionais sob supervisão do BC, trouxe rastreabilidade, unicidade e interoperabilidade entre registradoras, depositários e escrituradores.


O ambiente reduz assimetria de informação e atrai financiadores. A própria infraestrutura de mercado resume bem os ganhos: segurança jurídica, integração e mais transparência para toda a cadeia. Para a estrutura interna da empresa, isso significa aumentar a oferta de crédito com modalidades de desconto de duplicatas, antecipação e cessão com menor atrito e, potencialmente, menor spread — desde que o ERP seja o centro do fluxo.