Produtividade e redução de custos ainda desafiam empresas apesar do avanço da digitalização

A busca por maior produtividade e redução de custos continua entre as principais prioridades das empresas brasileiras.

Produtividade e redução de custos

Produtividade e redução de custos

Diante de um cenário marcado por pressão por resultados, aumento da competitividade e necessidade de ganho de eficiência, organizações de diferentes setores aceleram investimentos em tecnologia, automação e inteligência artificial. No entanto, especialistas alertam que os maiores obstáculos para o avanço da produtividade ainda estão dentro das próprias operações. 


Segundo pesquisa da Deloitte, 91% das empresas afirmam que o aumento da produtividade é o principal objetivo dos investimentos em digitalização. A redução de custos aparece logo em seguida, citada por 69% dos entrevistados. O levantamento também mostra que oito em cada dez organizações já utilizam aplicações de inteligência artificial em alguma etapa de suas operações.


Apesar disso, transformar investimento em resultado continua sendo um desafio. Muitas empresas convivem diariamente com processos manuais, retrabalho, informações descentralizadas e dificuldades para acompanhar indicadores em tempo real. 


“O custo financeiro brasileiro é elevado, o que obriga as empresas a serem muito mais eficientes para cuidar dos investimentos. Quando esbarram em dados isolados ou retrabalhos processuais, isso sinaliza que existe espaço para uma integração maior das operações, capaz de trazer mais visibilidade e retorno sobre os recursos aplicados, com um custo-benefício mais equilibrado”, afirma Alvaro Chaves, CEO da Areco, empresa de tecnologia e consultoria com ecossistema próprio de soluções de gestão empresarial.


Segundo ele, o mercado associa aumento de produtividade somente à adoção de novas tecnologias, mas a realidade mostra que o problema muitas vezes está na falta de integração entre processos, pessoas e tecnologia. Quando cada área trabalha com dados diferentes, seja em planilhas paralelas ou sistemas isolados, a empresa perde eficiência sem perceber.


O desafio é especialmente relevante no Brasil. Estudo da McKinsey aponta que, nos últimos anos, cerca de 80% do crescimento da produtividade no país ocorreu pelo aumento da mão de obra e não por ganhos de competitividade gerados por digitalização e automação. Segundo a consultoria, muitas empresas ainda encontram dificuldades para transformar tecnologia em eficiência operacional efetiva.


Na prática, Alvaro identifica cinco fatores que mais comprometem os resultados das organizações:


  • Falta de integração entre sistemas e departamentos;
  • Processos manuais e dependência de planilhas;
  • Baixa visibilidade sobre custos e indicadores operacionais;
  • Dados inconsistentes ou descentralizados;
  • Dificuldade para automatizar fluxos e tomadas de decisão.


Por outro lado, empresas que avançam na maturidade digital tendem a capturar mais valor dos investimentos realizados, impulsionado, principalmente, por plataformas integradas de gestão empresarial, capazes de conectar diferentes áreas da operação em um único ambiente. 


“Produtividade não significa só fazer mais. Significa eliminar desperdícios e reduzir retrabalho, ao mesmo tempo que toma decisões mais rápidas e precisas. Quando os dados estão organizados e os processos conversam entre si, a empresa ganha em diversas frentes”, complementa Alvaro.


Notícia veiculada no Empreende S/A