Indústria

Riferplast completa 16 anos de operação integrada com a Areco

Campinas, SP
RiferplastIndústria metalmecânica brasileira, especializada em caldeiraria sob encomenda para setores regulamentados, fundada em 1986.
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Mais de 700 linhas de esteira transportadora instaladas no Brasil, a maior parte em laticínios. Peças que chegam ao México, aos Estados Unidos e à China dentro de máquinas montadas por clientes. E uma fábrica em Campinas (SP) que não tem catálogo: cada peça que sai de lá nasceu do projeto de alguém.


Essa é a Riferplast aos 40 anos. Fundada em 1º de junho de 1986, a indústria metalúrgica produz peças, componentes, dispositivos e spare parts para equipamentos industriais e esteiras transportadoras, a partir de quatro prédios interligados de sede própria, atendendo setores em que o produto acabado tem contato direto com pessoas, como alimentício, hospitalar, automotivo, transportes. Nesses segmentos, qualidade e rastreabilidade não são diferenciais competitivos, são requisitos de entrada. E isso muda o que se espera de um ERP: ele deixa de ser ferramenta de gestão e passa a ser o lugar onde a conformidade fica registrada.


Cada cliente é um processo diferente. E no final, o cliente mais exigente acaba fazendo os outros ganharem também.

Richardson de Oliveira, Sócio fundador - Riferplast



A parceria com a Areco começou em dezembro de 2010. São mais de quinze anos de operação com o VSat ERP, hoje cobrindo compras, recebimento, estoque, engenharia, PCP, apontamento de produção, contas a pagar, contas a receber, tesouraria e controle de ponto, com relatórios customizados pela própria equipe via e-Pier.


Cezar FerretiOperação RiferplastRichardson OliveiraCorte de Chapa AutomáticoLuciene DunderProcesso de SoldaSede Riferplast - Campinas, SPEngenharia de PCPTrabalhadorMiguel Correia


Em produção sob encomenda para esses mercados, a margem de tolerância é estreita desde o primeiro passo.


Como se trata de um produto que tem contato direto com o ser humano, na produção e no consumo, não é permitido nenhum erro.

Cezar Ferretti Neto, Sócio fundador - Riferplast






Verticalização exige integração


O principal diferencial produtivo da Riferplast é a verticalização. Usinagem, caldeiraria, soldas especiais, corte a laser, dobra, montagem e acabamento acontecem dentro de casa, com parque fabril próprio.


Isso tem consequência operacional direta. Quando uma indústria opera da engenharia ao acabamento final, ela absorve internamente toda a complexidade que, em modelos de montagem, fica distribuída entre fornecedores. Cada etapa gera dado, e cada dado precisa conversar com o seguinte.


Em produção sob encomenda, o desafio é maior ainda: não existe peça de referência para conferir contra. Cada ordem é única, e a integridade do processo é a única verificação disponível. Para os fundadores, foi essa característica que tornou o sistema de gestão uma decisão estrutural, e não de conveniência.


Sem o VSat eu teria que ter sistemas singulares, planilhas, teria que trabalhar com outras informações que nem sempre são seguras. Podia ter muito erro.

Richardson de Oliveira, Sócio fundador da Riferplast






De adoção parcial a operação plenamente integrada


A Riferplast já operava com o VSat desde 2010, mas com aproveitamento parcial. Áreas usavam o sistema isoladamente, sem os vínculos que ligam uma etapa à seguinte — cenário comum em implantações conduzidas em paralelo à rotina de diretoria, e que costuma se resolver quando o tema passa a ter dono.


Esse dono chegou em 2015. Miguel Correia, hoje responsável pela área de qualidade e pela gestão do ERP, já conhecia o produto: em 2008, em outra empresa, havia acompanhado uma implantação completa, do cadastro básico ao módulo contábil e fiscal. Sabia, portanto, o que o sistema podia fazer e ainda não estava fazendo ali.


A reorganização começou pela escuta, não pela parametrização. Foram cerca de trinta dias andando setor por setor, registrando a rotina de cada usuário antes de mexer em qualquer configuração. Onde havia planilha controlando um processo, Miguel demonstrava a rotina equivalente dentro do ERP e mostrava que a planilha deixava de ser necessária. Compras, recebimento, estoque, comercial, produção, apontamento e, por último, financeiro.


Segundo ele, o método importa mais que a ferramenta nessa fase: entender a demanda de quem opera é o que permite descobrir o que o sistema já oferece.


A primeira grande mudança foi vincular o fluxo de ponta a ponta. A ordem de fabricação deixou de ser gerada manualmente e passou a nascer da tela de programação de produção, ligada ao módulo comercial. A produção passou a consumir o estoque de matéria-prima. E o lançamento final ganhou uma travação.


Lá na expedição, quando a peça é finalizada, ela é lançada no estoque. E somente depois, com esse lançamento, você consegue faturar aquele pedido.

Miguel Correia, Coordenador de Qualidade


O efeito prático é que a consistência deixa de depender de disciplina individual e passa a ser garantida pela arquitetura. Peça não pronta não fatura. Pedido não liberado não avança. Não é regra que a equipe precisa lembrar, é comportamento do sistema.


O VSat é o núcleo único de dados para sua Indústria. Sob uma base sólida, sua empresa tem autonomia para construir soluções.






Rastreabilidade como entregável


Nos setores em que a Riferplast atua, o cliente não recebe apenas a peça. Recebe a documentação da peça. Muitos exigem o certificado da matéria-prima na entrega, e alguns operam com manual da qualidade próprio, com normas específicas de acabamento, de fornecedor de tinta e de padrão de escovamento.


Isso muda o papel do controle de qualidade dentro do ERP. Na Riferplast, ele é nó de convergência. O pedido gera a programação, que gera a ordem de fabricação com todas as etapas do processo. Uma dessas etapas é o controle de qualidade: quando a peça chega ali, o dimensional é registrado no relatório de inspeção, dentro do sistema. No mesmo relatório entram a nota fiscal de entrada da matéria-prima e o certificado de beneficiamento de terceiros, como pintura. Esse documento é o que acompanha a peça até o cliente.


A segurança para os nossos clientes de rastreabilidade, 100% de rastreabilidade. Isso dá muita confiança.

Richardson de Oliveira, Sócio proprietário Riferplast


E a velocidade da reconstituição é parte da entrega.


Já aconteceu de um cliente me ligar perguntando quando uma peça foi entregue. Enquanto eu falava com ele no telefone, eu já peguei o pedido, e já enviei para ele no WhatsApp. O comentário que eu ouvi dele foi: nossa, já? Porque a informação estava lá dentro.

Miguel Correia, Coordenador de Qualidade


Miguel CorreiaFachadaAérea da RegiãoGravação a LaserApontamento de ProduçãoProduçãoSoldaPolimentoMontagemPeça acabadaPeça de Aço InoxOrdens de Fabricação






Apontamento online: onde a peça está e quanto ela custou


O apontamento em tempo real resolve dois problemas com o mesmo registro. O primeiro é de visibilidade para o PCP, e o mais útil não é localizar a peça — é descobrir que ela não está andando. Miguel consegue ver que uma peça está em determinado departamento sem estar sendo trabalhada naquele momento, e, quando está, com qual profissional.


O segundo é de custo. Ao encerrar a ordem de fabricação, o tempo apontado por cada profissional cruza com o mapa salarial de cada função, e a peça entra no estoque com custo real formado, não estimado. Em operação sob encomenda, em que o orçamento do próximo pedido nasce do tempo real do anterior, isso alimenta diretamente a formação de preço. A contrapartida, que Miguel faz questão de registrar, é que apontamento mal feito induz resultado errado.


Para quem trabalha em mais de uma ordem simultaneamente, o sistema permite dividir o tempo entre várias OFs, rateando em vez de atribuir tudo a uma só.






Cadastro é infraestrutura


Um trecho pouco vistoso da reorganização foi decisivo, e é o que mais aparece como causa raiz em indústrias com ERP maduro e dados ruins: unidade de medida.


Havia cadastros de matéria-prima com unidades inconsistentes entre si. A correção foi mandatória. A diretoria aproveitou o trabalho para organizar a casa, envolvendo padronizar descrições, alocar famílias nos subgrupos corretos e configurar conversões. O exemplo é típico do setor: tubo comprado em metros e consumido em quilos. Com a conversão cadastrada, a entrada do material alimenta o estoque na unidade correta, automaticamente.


Cadastros estruturais como máquinas, operações, células e turnos ficam restritos por controle de acesso a algumas pessoas-chave. E a integração acabou virando o próprio mecanismo de detecção: cadastro incorreto não fica silencioso, porque gera conflito ou inconsistência de saldo assim que a peça cai na produção.






Autonomia sem abrir chamado


Relatório padrão raramente atende indústria sob encomenda, porque cada empresa trata a própria produção de um jeito. Na Riferplast, a adaptação é feita internamente, com o e-Pier: a equipe duplica um relatório padrão e ajusta o que precisa, sem contratar desenvolvimento nem abrir chamado no suporte.


Há relatórios personalizados em praticamente todos os módulos, com concentração em produção e financeiro. A prática interna é conservadora e vale como recomendação: preservar as consultas originais. Do ponto de vista de governança, é o trade-off clássico resolvido, o núcleo do ERP permanece padronizado e atualizável, e a camada de customização vive fora dele, sem comprometer auditabilidade.


Com o VSat, sua empresa tem autonomia para customizar sem depender de projeto.


O uso combinado dos módulos permitiu à Riferplast construir uma rotina de decisão baseada em indicadores extraídos do próprio sistema: compras, vendas, faturamento, produção, tempo de apontamento, produtividade e capacidade fabril. A base é integralmente retirada do ERP, de todos os setores.


O caso mais recente é o cruzamento entre controle de ponto e apontamento de produção. Com o ponto dentro do ERP, tornou-se possível comparar carga produtiva com tempo efetivamente registrado, e a capacidade fabril entrou como indicador fixo nas reuniões mensais de diretoria.






A frente administrativa


O melhor teste de um ERP não é o que ele entrega a quem já o domina. É quanto tempo leva até que alguém de fora consiga operá-lo sozinho.


Luciene chegou à Riferplast há pouco tempo, para assumir tesouraria e RH. Encontrou uma tesouraria que havia ficado sem responsável definido, um ponto que acabava de sair do papel e uma ferramenta que, à primeira vista, parecia grande demais, muita tela, muita informação, o risco de se perder. Hoje faz a conciliação e o acompanhamento diário dentro do sistema, apura o ponto e sabe onde esse dado vai parar depois que sai da sua mesa: no cálculo de capacidade fabril e no custo-hora que alimenta a formação de preço.


Essa última parte é o que importa. Ela aprendeu o percurso da informação. É a diferença entre saber lançar e entender por que o lançamento existe.


Até o ano passado nós tínhamos o ponto de cartão picado. Evoluímos para o digital e evoluímos mais ainda com a implementação do ponto dentro do sistema. Isso nos ajudou na precisão das informações.

Luciene Dunder, Analista Administrativo



O que ela descobriu no caminho é o argumento mais direto que existe a favor de um núcleo único. Alimentado, o sistema devolve o que ela precisa. E a resistência que aparece em toda implantação não se vence com treinamento, e sim quando o usuário entende o que o sistema faz com aquilo que ele digita.



Toda mudança gera resistência. É uma disciplina de entender o que o sistema tem a te oferecer e o que você precisa alimentar para ter o resultado.

Luciene Dunder, Analista Administrativo







Lições para líderes em indústria sob encomenda


1. Integração não é conveniência, é governança. O ganho de vincular pedido, produção, estoque e faturamento não é velocidade, é impedir a operação inconsistente. Quando a arquitetura garante a regra, ela deixa de depender de disciplina individual.


2. Em setor regulamentado, rastreabilidade é entregável. O cliente compra a peça e o documento. Se a reconstituição do histórico depende de arquivo físico ou da memória de alguém, ela não existe de fato.


3. Cadastro ruim é dívida silenciosa. Unidade de medida inconsistente não gera erro visível no cadastro, gera erro de custo, de saldo e de orçamento meses depois. Padronizar antes de integrar economiza retrabalho.


4. Adoção parcial é o gargalo mais comum, e não é do software. A Riferplast tinha o sistema desde 2010 e ganhou escala em 2015, quando o tema passou a ter dono. Ferramenta robusta subaproveitada entrega menos que ferramenta simples bem usada.


5. Autonomia de customização vale mais que catálogo de relatórios. Toda indústria tem forma própria de tratar a produção. Poder duplicar e adaptar internamente, preservando o padrão do núcleo, é o que evita que cada ajuste vire projeto.



VSat ERP